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SET DJ JOHNE

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quinta-feira, 14 de abril de 2016

A SERIE DIVERGENTE 2 - CONVERGENTE

Data de lançamento 10 de março de 2016 (2h 00min)
Direção: 
Nacionalidade Eua

SINOPSE E DETALHES

Não recomendado para menores de 12 anos
Após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James), Caleb (Ansel Elgort), Peter (Miles Teller), Christina (Zoë Kravitz) e Tori (Maggie Q) deixam Chicago para descobrir o que há além da cerca. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade.
Título original The Divergent Series: Allegiant
Distribuidor PARIS FILMES

TRAILER 1


TRAILER 2


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Shailene Woodley

Shailene Woodley
Personagem : Beatrice "Tris" Prior



Theo James

Theo James
Personagem : Quatro



Jeff Daniels

Jeff Daniels
Personagem : David



Miles Teller

Miles Teller
Personagem : Peter














CRÍTICAS 
2,0Fraco
Divergente já foi lançado num mundo com Jogos Vorazes. Ainda assim, por mais que contasse com muitas semelhanças, conseguia sobreviver como um bom filme de mundo distópico, com Shailene Woodley e Kate Winslet se destacando à frente do elenco. Agora, na medida que o terceiro longa da franquia chega aos cinemas, a impressão que fica é que a franquia tem muito pouco a acrescentar, ainda mais num período pós quatro Jogos Vorazes, dois Maze Runner, um A 5ª Onda e por aí vai.

A Série Divergente: Convergente - FotoNão bastasse a pouco originalidade narrativa, a produção também optou por uma tendência de mercado nada original nos últimos tempos: dividir o último livro em dois filmes. Pode ter dado certo comHarry Potter e as Relíquias da Morte, mas não se pode dizer o mesmo de Crepúsculo, Jogos Vorazese, agora, Divergente. Comercialmente, pode até ser atrativo para os estúdios, mas a verdade é que poucas vezes há história suficiente para render dois filmes de quase duas horas de duração.

A Série Divergente: Convergente começa do momento em que terminou Insurgente, após a queda de Jeanine. Tris, Quatro e companhia não estão felizes com o rumo que a revolução tomou, especialmente com o confronto entre Evelyn e Johanna. Com isso, decidem procurar descobrir o que existe além dos muros de Chicago e acabam se deparando com uma civilização evoluída e liderada por David

Vivido por Jeff Daniels, David é uma espécie de Presidente Snow de Divergente. Um líder calculista e que quer convencer a heroína a atuar ao seu lado. E que por alguns momentos até consegue isso.

A Série Divergente: Convergente - FotoWoodley é esforçada, mas não há muito o que tirar da personagem. No mais, tudo do mesmo. Theo Jamescontinua um ator fraco com um personagem sem propósito. Miles Teller é o chato que não deve ser confiável. Ansel Elgort, Zoë Kravitz e Maggie Qseguem como mero coadjuvantes. Isso sem falar em Naomi Watts e Octavia Spencer, em papéis pouco desenvolvidos.

Conhecido pelos trabalhos em Plano de Vôo, Te Amarei para Sempre e RED - Aposentados e Perigosos, o diretor Robert Schwentke segue sem realizar um filme memorável. Muito pelo contrário, parece estar piorando. É verdade que o roteiro de Noah Oppenheim, Adam Cooper e Bill Collage, inspirado em obra de Veronica Roth, não ajuda nenhum pouco, oferecendo diálogos péssimos e situações previsíveis.Trilha sonora, fotografia, direção de arte, figurinos... Nada no filme chama a atenção. Os efeitos especiais são razoáveis, mas não oferecem nada que já não tenhamos visto inúmeras vezes na tela grande.




DEADPOOL

Data de lançamento 11 de fevereiro de 2016 (1h 48min)
Direção: 
Gêneros Ação, Aventura, Comédia
Nacionalidades Eua, Canadá

SINOPSE E DETALHES

Não recomendado para menores de 16 anos
Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.
Distribuidor FOX FILMES


TRAILER 1



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Ryan Reynolds

Ryan Reynolds
Personagem : Wade Wilson / Deadpool



Morena Baccarin

Morena Baccarin
Personagem : Vanessa Carlysle / Copycat



Ed Skrein

Ed Skrein
Personagem : Ajax



Gina Carano

Gina Carano
Personagem : Angel Dust













CRÍTICAS 
4,5Ótimo
Na música “Canto de Ossanha”, o poeta Vinicius de Moraes dizia, sabiamente: “O homem que diz ‘sou’ não é/ Porque quem é mesmo é ‘não sou’”. Deadpool se apresenta, na abertura mesmo, como “mais um filme de super-herói”, com “mais uma garota gostosa”, “mais um vilão de sotaque britânico”, “mais um personagem inteiramente gerado em CGI”, e por aí vai. E por quê? Porque os realizadores (incluindo Ryan Reynolds no papel de produtor) sabem que o produto que estão entregando está bem longe de ser mais do mesmo. E eles tiveram colhões.

Deadpool - FotoAcredite em tudo o que você eventualmente leu a respeito do filme. Ele é ácido como Reynolds queria – e comemorou quando o filme pegou a classificação indicativa mais restrita do órgão responsável norte-americano. E, embora muitas cenas tenham sido divulgadas até a estreia, o melhor ainda foi mantido inédito. Acredite.

Caso você tenha optado por se manter alheio, aqui vai um resumo da trama: o mercenário Wade Wilson (Quem? Reynolds, claro) ganha seu trocado aplicando pequenos golpes. Leva uma vida relativamente tranquila, mas também sem grandes emoções. Até que... conhece a prostituta Vanessa Carlysle (Morena Baccarin), por quem se apaixona. Até que... é diagnosticado com câncer terminal. A esperança do rapaz reside em um polêmico tratamento comandado por um sujeito de nome Ajax (Ed Skrein). Porém, há efeitos colaterais. Além de adquirir poderes sobre-humanos, Wade fica com a cara de... “um abacate que transou com um abacate mais velho ainda” (isso é uma citação).

Deadpool - FotoOs diálogos do roteiro escrito por Rhett Reese ePaul Wernick (ambos autores de Zumbilândia) fazem jus ao humor do personagem que ganhou a alcunha de “mercenário tagarela”, que não poupa ninguém. Sobra para Ryan Reynolds, para os X-Men, para a própria Fox, distribuidora do longa,Hugh Jackman, Liam Neeson, Um Lugar Chamado Notting Hill. Apesar do texto ágil e afiado (nãopisque os ouvidos), a trama central é relativamente simples e previsível. Mas cumpre a função de apresentar um personagem não tão conhecido do grande público.

O mais importante aqui são os pequenos arcos das cenas – o clipe que mostra Wade e Vanessa “se conhecendo melhor” é tão estranhamente romântico, que merece entrar para a posteridade do cinema (sem exagero). Apesar do tom didático (é preciso, afinal estamos falando de um universo novo para a grande maioria da audiência), a montagem é dinâmica, calcada na ausência de linearidade – recurso que cumpre bem a função de instigar o interesse da plateia.

Deadpool - FotoAção? Tem também e é outro trunfo do longa de estreia do diretor Tim Miller (até então mais conhecido por seu trabalho de supervisor de efeitos especiais de Scott Pilgrim Contra o Mundo). A violência é usada numa escala compatível com a do humor. Numa direção oposta à do frenesi deMichael Bay, por exemplo, aqui é possível “apreciar” cada detalhe dos embates, muitas vezes, em câmera lenta mesmo (pode até piscar - os olhos mesmo). Não, você não está sendo enganado.

Se, nos quadrinhos, Wade Wilson ficou conhecido pela quebra da quarta parede, nos cinemas ele põe 16 abaixo. E Deadpool resulta em uma espécie deGuardiões da Galáxia (que, verdade seja dita, renovou o humor dos filmes de super-heróis) para adultos. Pode cair no canto do Tagarela.

OS OITOS ODIADOS

Data de lançamento 7 de janeiro de 2016 (2h 48min)
Direção: 
Gêneros Faroeste, Drama, Suspense
Nacionalidade Eua

SINOPSE E DETALHES

Não recomendado para menores de 18 anos
Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.
Título original The Hateful Eight
Distribuidor Diamond Films

TRAILER 1


TRAILER 2



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Samuel L. Jackson

Samuel L. Jackson
Personagem : Major Marquis Warren


Kurt Russell

Kurt Russell
Personagem : John "The Hangman" Ruth


Jennifer Jason Leigh

Jennifer Jason Leigh
Personagem : Daisy Domergue


Walton Goggins

Walton Goggins
Personagem : Chris Mannix














CRÍTICAS 
4,0Muito bom
Um mexicano, um inglês, um xerife e um negro entram em um bar. Isto poderia ser o início de uma piada, mas é a premissa do oitavo filme de Quentin Tarantino, que enclausura oito tipos sociais muito precisos dentro de um pequeno armazém para assisti-los se digladiarem. O mecanismo perverso poderia soar artificial, mas funciona porque nenhum dos personagens possui mais voz do que o outro, e nenhum corresponde ao ideal do herói – como era o ex-escravo de Django Livre. O espectador observa o ringue à distância, sem ter para quem torcer.

Os Oito Odiados - FotoA introdução é longa, paciente, comprovando a paixão do diretor pela construção dos espaços e dos diálogos. Tarantino faz com que seus personagens apresentem uns aos outros para terceiros: “Nossa, esse é o xerife! Como assim, você não conhece o xerife? Deixa eu te contar quem ele é”, ou então “Esse é o carrasco, quando ele pega alguém, esta pessoa sempre morre enforcada”. Fala-se do passado dos protagonistas, de suas características, do seu temperamento. As imagens são compostas com precisão e os diálogos estão afiados como sempre, mas o fato é que os primeiros 80 minutos são arrastados, porque nenhuma ação se desenrola diante dos olhos do espectador: elas são contadas em voz indireta, cabendo ao público imaginá-las.

O filme sofre uma transformação brutal e excelente com a entrada do próprio Tarantino, que além de ser diretor e roteirista, também faz as vezes de narrador, comentando as numerosas reviravoltas. Ao longo de sua filmografia, o cineasta desenvolveu uma persona tão talentosa quanto histriônica, sempre a um passo de canibalizar as próprias histórias. Neste caso, ele se introduz na trama, faz citações às suas obras (partes do clímax constituem referências diretas a Bastardos Inglórios e Cães de Aluguel), utiliza seus atores-fetiche de modo a espelhar os papéis deles em filmes anteriores do autor. É inegável que Tarantino vem construindo um universo cinematográfico homogêneo e de alta qualidade, mas um tanto egocêntrico.

Depois que todos os protagonistas se fecham no Armazém da Minnie, a narrativa manifesta uma ousadia impressionante. Ao invés de seguir os moldes clássicos de Django Livre, o diretor cria uma obra de forma voluntariamente plural, apostando nas reviravoltas, nos excessos, nos flashbacks, na montagem paralela e em diversos outros recursos. A divertida reunião dos odiados traz toda a cota de sangue que se espera do grupo e do diretor, com direito a comentários sociais afiados a respeito da posição social das mulheres, dos negros, dos imigrantes e de outras minorias.

Os Oito Odiados - FotoAssim, Os Oito Odiados efetua um retrato da pluralidade social americana. A provocação a Abraham Lincoln (a carta escrita pelo presidente) constitui a cereja no bolo deste retrato da América selvagem entre quatro paredes. A filmagem em 70mm coroa a ironia criativa do projeto: Tarantino desejava ter a maior dimensão imagética possível para retratar um lugar pequeno, obtendo um efeito ao mesmo tempo íntimo e abrangente, minimalista e épico.

O desconforto provocado pelo choque entre a amplitude da imagem e o minimalismo da narrativa contribui a gerar o aspecto de terror, que talvez seja o gênero principal deste projeto. Rumo à conclusão, a obra abandona as ferramentas do faroeste para mexer com os nervos do espectador e manipular seus personagens de um modo que apenas o cinema de horror mais sanguinário costuma fazer. Neste aspecto, Os Oito Odiados estabelece um paralelo com outro projeto de exploitation do cineasta, o ótimo À Prova de Morte. A trilha de Ennio Morricone, curiosamente criada antes de o compositor ver uma imagem sequer, reforça a aparência de terror, com o tema tenso, em cordas, se intensificando rumo ao clímax catártico.

No que diz respeito à estética, Tarantino continua mestre da diversidade de linguagens cinematográficas. É impressionante como ele consegue dominar as regras do cinema clássico – especialmente na primeira metade, com as cenas na nevasca –, subvertendo-as na metade final com os recursos mais anárquicos do cinema de gênero. O dinamismo dentro do armazém é impressionante, assim como o controle das atuações, todas homogêneas e eficazes. O cineasta sabe extrair o melhor de Samuel L. Jackson e Kurt Russell, além de pedir a Jennifer Jason Leigh e Tim Roth para fazerem tipos excessivos, algo que ambos executam com um prazer manifesto.

Os Oito Odiados - FotoÉ uma pena que Bruce Dern e Michael Madsen sejam mal aproveitados pela história, e que algumas aparições inesperadas, na segunda parte, tenham uma importância narrativa menor do que o esperado. Percebe-se igualmente a dificuldade do cineasta em ocupar seus oito personagens simultaneamente: enquanto mostra dois ou três odiados de cada vez, imagina-se o que os outros estariam fazendo logo ao lado, presos naquele espaço. Tarantino sabe muito bem o que deseja mostrar, mas não possui o mesmo controle com o espaço sonoro e imagético hors-champ, fora do quadro. De fato, não é fácil controlar oito personalidades tão distintas, presentes ao mesmo tempo, no mesmo local, durante quase três horas. (Seria interessante imaginar o que um cineasta radicalmente diferente de Tarantino, como o mestre da crueldade e do hors-champ Michael Haneke, faria com esta mesma história).

Mas Tarantino permanece um exímio manipulador de sensações, entregando reviravoltas que não tinha prometido, frustrando aquelas que se esperava, voltando em questões que pareciam desimportantes, mentindo descaradamente para o espectador sobre alguns aspectos. Os Oito Odiados pode não ser o projeto mais coeso, nem o mais criativo do cineasta, mas revela um autor de 52 anos que filma com a jovialidade e irreverência de um adolescente, transparecendo um prazer imenso em brincar com o público, com a câmera, com os personagens. Enquanto demonstrar tamanha disposição para combinar e transformar gêneros, extrapolar regras e códigos de boas maneiras do cinema, seus filmes serão sempre muito prazerosos de assistir.



O BOM DINOSSAURO

Data de lançamento 7 de janeiro de 2016 (1h 34min)
Direção: 
Nacionalidade Eua

SINOPSE E DETALHES

A partir de 3 anos
Os dinossauros foram extintos após a colisão de um gigantesco asteróide com o planeta Terra. E se este evento não tivesse ocorrido? O filme parte desta premissa para trazer a história de dinossauros que ainda hoje controlam o planeta. E mostra a amizade de Arlo, um dinossauro adolescente, com um jovem menino humano, Spot.
Título original The Good Dinosaur
Distribuidor DISNEY / BUENA VISTA


TRAILER 1


TRAILER 2










CRÍTICAS
3,0Legal

O que os nossos brinquedos fariam quando não estamos por perto? E se o bicho papão não conseguisse voltar para “casa” depois de visitar o quarto das crianças à noite? Se a sua família tivesse superpoderes, como fazer para esconder as habilidades do restante da sociedade? Foi assim, brincando com a imaginação de crianças – e adultos! – que a Pixar construiu um line-up de longas de animação capaz de emocionar o mais duro dos habitantes do planeta, ao longo de pouco mais de 20 anos de história(s).

O Bom Dinossauro - FotoCom O Bom Dinossauro, a premissa é: e se o asteroide que atingiu a Terra há 65 milhões de anos, extinguindo os dinossauros, tivesse errado o alvo? Um ponto de partida criativo e condizente com as especulações fantasiosas do estúdio a respeito do “cotidiano”, mas que resulta em um filme que não tem a mesma força das produções anteriores da companhia.

Note que “não tem a mesma força das produções anteriores da companhia” não significa não ter força nenhuma. Apesar de não ser exatamente emocionante (no sentido de excitante), The Good Dinosaur (no original) é emotivo; ou seja, apela para o coração, mais do que entrega uma experiência de diversão completa – a que a Pixar nos acostumou (ainda mais com a complexidade de Divertida Mente fresca no imaginário).

O Bom Dinossauro - FotoNa trama, uma vez que a tragédia maior (a colisão) é evitada, conhecemos Arlo, um dino teen, e sua família. A espécie do nosso herói vive em paz com a família, tendo a agricultura como base da sobrevivência do grupo – outra boa sacada, quando o filme do diretor Peter Sohn (estreando no comando de um longa, ele é um rosto conhecido da empresa – literalmente – uma vez que, além de ter trabalhado no departamento artístico e no texto de filmes como Ratatouille e Wall-E, serviu de inspiração para o menininho de Up - Altas Aventuras) põe nas patas dos jurássicos animais o desenvolvimento da prática agrícola como inevitável.

Após viver uma tragédia pessoal, o jovem protagonista se perde da família e – ao formar uma dupla com o humano Spot (menino, que é uma espécie de animal de estimação do dinossauro), tem como missão a jornada de volta para casa.

O Bom Dinossauro - FotoFoi-se o tempo em que as animações eram um tipo de produção destinado única e exclusivamente ao público infantil. Os supracitados (ou referenciados)Toy Story, Monstros S.A. e Os Incríveis (só para permanecer na Pixar), por exemplo, são provas de que “desenho animado” pode agradar tanto às crianças quanto aos pais que as levam aos cinemas. E é nesse sentido que O Bom Dinossauro deixa a desejar. Com uma trama quase pueril, o resultado é “apenas” infantil.

A aparição do Forrest Woodbush (voz do próprio Sohn), um tricerátopo meio hippie, meio nonsense, é um lampejo em meio aos personagens um tanto quanto previsíveis. Mas é só uma participação, infelizmente, desse que poderia ser o alívio cômico do filme.

O Bom Dinossauro - FotoO foco na separação (mesmo que momentânea) da família, explorado à exaustão pelo cinema do gênero (Bambi? O Rei Leão? Em Busca do Vale Encantado – este, inclusive, protagonizado por dinossauros?) é replicado aqui com uma sensação de déjà vu. A novidade fica por conta da equipe técnica, capaz de recriar o cenário de maneira tão realista, que se confunde com o live action – num nível nunca antes visto na história dessa companhia.

É sutil a construção das relações entre os personagens – principalmente o elo que se estabelece entre Arlo e Spot –, com o intuito de espalhar a mensagem do quão importante a família é – o que é conduzido evitando a pieguice (ufa!). No fim, fica difícil não chorar com O Bom Dinossauro; tampouco rir.

KUNG FU PANDA 3




SINOPSE E DETALHES

Livre
Desta vez, Mestre Shifu tem como principal ensinamento fazer com que Po aprenda a técnica de dominação do Chi, uma espécie de “energia vital”. Porém, o atrapalhado panda acaba se desconcentrando com a chegada do pai de sangue, o panda Li, que o carrega para a vila secreta dos pandas – aguçando o ciúme do Sr Ping, o “pai” ganso de Po. Em paralelo, o poderoso touro Kai, O Coletor, um centenário inimigo do Mestre Oogway, reúne forças para voltar para o mundo dos vivos e tomar o que ele acha que é dele por direito. Caberá a Po e seus amigos impedir o maléfico plano do vilão.
Distribuidor FOX FILMES

TRAILER 1

TRAILER 2








CRÍTICAS 
4,5Ótimo
Se o primeiro Kung Fu Panda (2008) conquistou o público com uma história pessoal de superação – do panda gordinho fazedor de macarrão cujo maior sonho é dominar as artes marciais –, o terceiro filme, que chega agora aos cinemas, confirma a evolução da franquia – e do personagem – ao jogar a trama para um contexto mais amplo, de valorizar o que há de melhor em cada um (sem perder a graça e o humor tão peculiares à condição de um panda “filho” de um ganso, claro). 

Kung Fu Panda 3 - FotoUma vez estabelecido com o Dragão Guerreiro, Po agora vê a China ameaçada por um novo e perigoso inimigo. Ok, a premissa vale tanto paraKung Fu Panda 2, como para o 3. A diferença é que o filme de 2011 não traz nenhuma grande novidade narrativa para o arco mais amplo da franquia. O filme da sul-coreana Jennifer Yuh – que assumiu a função de diretora depois do excelente início pelas mãos de Mark Osborne (que, futuramente viria a comandar a nova adaptação de O Pequeno Príncipe para os cinemas) –, é mais apoiado em sequências de ação do que no texto propriamente dito.

Para o terceiro longa, Yuh volta à direção, com o apoio de Alessandro Carloni (em seu primeiro longa na função, embora já tenha trabalhado em diferentes departamentos de vários títulos de animação). O filme começa como todos os outros, ou seja, com um prólogo em 2D que serve, basicamente, para apresentar o vilão e puxar o gatilho para as cenas de ação.

Kung Fu Panda 3 - FotoA bem da verdade, descontado o leopardo Tai Lung do primeiro filme, “filho” do mestre Shifu, vilões não são o grande atrativo deste universo. Assim como o pavão lorde Shen, a bola da vez, o touro Kai, O Coletor, poderia ser qualquer animal/ personagem que desse na telha dos roteiristas. Ele pula para dentro da história “do nada”, e os autores (de novoJonathan Aibel e Glenn Berger) procuram justificar a entrada do novo malvado como um “lendário” desafeto do Mestre Oogway no plano dos mortos.

Mas aqui, a contextualização da aguardada batalha do bem contra o mal toma emprestado da medicina tradicional chinesa a noção do Chi, grosso modo, um tipo de “energia vital”, uma excelente aposta para o mundo da franquia. É ela que vai fazer nosso herói ensinar (para as crianças?) que se deve buscar o que há de melhor em cada um – quase um discípulo de Paulo Freire – para derrotar um inimigo que parece indestrutível. Uma metáfora educativa, inserida sem didatismo chato.

Kung Fu Panda 3 - FotoEm paralelo, corre com (muita) força a trama pessoal do protagonista, que finalmente vai conhecer o pai de sangue, Li. É o mote para fazer crescer um dos personagens mais interessantes do universo da Dreamworks, o Sr Ping, o pai ganso pai de Po, e seu humor involuntário. Do “conflito” desses personagens, surge outra lição, de que o conceito de família pode ir muito além daquela foto emoldurada de papai, mamãe, filhinho e filhinha.

E precisa mais? Se deu por falta, Kung Fu Panda 3 ainda traz um visual caprichado, com ótimas cenas de luta. Difícil especular para onde a franquia poderia seguir, sem perder em qualidade; se for realmente encerrada aqui, Po e sua turma se despedem com um golpe de mestre.

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O BOM DINOSSAURO

OS OITOS ODIADOS

DEADPOOL

KUNG FU PANDA 3

A SÉRIE DIVERGENTE - CONVERGENTE

BATMAN VS SUPERMAN - A ORIGEM DA JUSTIÇA

CAPITÃO AMÉRICA - GUERRA CIVIL

ANGRY BIRDS

X-MEN - APOCALYPSE

INDEPENDENCE DAY - O RESSURGIMENTO

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